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Abuso Sexual - fatos & mitos

ABUSO SEXUAL - FATOS & MITOS


Autor(s): Dr.ª EFIGÊNIA VANDA DE JESUS - Pediatra da Clínica Infantil Moleque Travesso
Data de publicação: 04 / 03 / 2019


 

ABUSO SEXUAL - FATOS & MITOS

Estudos demonstram que crianças bem informadas demoram mais a experimentar o sexo, e melhor ainda, são menos promíscuas quando crescem. A educação sexual deve começar o mais cedo possível, ainda na infância, porque a criança bem educada tem melhores possibilidades de ser um adulto sem problemas.

O exercício consciente da maternidade e da paternidade, como os melhores resultados para os filhos, exige educação, inclusive a sexual. O instinto sexual da criança não é despertado pela informação. Na verdade, a vida sexual de qualquer pessoa começa quando ela nasce e só acaba quando ela morre, embora o amadurecimento dos órgãos sexuais ocorra na adolescência.

            O assalto sexual contra a criança é cada vez mais freqüente. Pela lei de quase todo o mundo, assalto sexual é um crime praticado pelo adulto, que usa o seu poder, autoridade, força física, ou se aproveita da confiança e respeito que inspira à criança para levá-la a praticar atos sexuais.

            Só a educação sexual pode fazer diminuir os assaltos que ocorrem, em sua maioria, dentro de casa, envolvendo os próprios familiares, amigos e vizinhos. Geralmente, não envolve força e os atacantes alegam que não houve resistência e a criança concordou!

            Faz-se necessário desfazer alguns mitos, muito freqüentes em nossa sociedade:

  1. O maior perigo são os estranhos.

Não é verdade. Em cerca de 85% dos casos o agressor é alguém da família, um amigo ou vizinho.

  1. Só adolescentes correm perigos.

Errado. A maior predominância de vítimas tem entre dois e 6 anos.

  1. As meninas são mais atacadas que os meninos.

A diferença estatística não é muito grande, podendo ser considerado quase igual.

  1. Essas coisas só acontecem com pobres e promíscuos.  

Puro preconceito social. Ocorre em todas as camadas sociais, famílias grandes ou pequenas, educadas ou não, filhos de pais unidos ou separados.

  1. Muitas inventam até com detalhes.

Mentira. Em 98% dos casos pesquisados comprovou-se o assalto igual ao contado pela criança. Em 1% dos casos houve o crime anteriormente, só que o culpado era outro, geralmente alguém bem próximo, que a criança procura defender, embora pretenda com a denúncia interromper tais ataques. Só em 1% dos casos não foi comprovado o assalto, o que não garante a sua inexistência.

  1. O ataque sexual ocorre apenas uma vez.

Ao contrário, quando o agressor é alguém da família ou pessoa de confiança, muito próximo, às vezes o crime se repete durante anos.

  1. Sempre envolve violência e constrangimento pela força.

Ao contrário, na maior parte das vezes é raro haver violência física. Mesmo as ameaças físicas não são muito freqüentes. Geralmente, o crime envolve, sedução, promessa, chantagem emocional, abuso.

Crianças bem informadas e sexualmente educadas correm muito menor risco, cerca de oito vezes menos chance de ser assaltada sexualmente.

  • SÓ QUE A INFORMAÇÃO QUE A CRIANÇA RECEBE DEVE SER SEMPRE ACESSÍVEL À SUA INTELIGÊNCIA.
  • É INDISPENSÁVEL QUE SEJA DADA NA DOSE E NO MOMENTO CERTOS.
  • Criança saudável e feliz implica em pais que cultivem laços fortes e firmes entre si, que dão carinho, atenção, apoio, compreensão, e estimulam a criança dando a ela liberdade, responsabilidade, limites.