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Fim

Traumatismos domésticos na infância

TRAUMATISMOS DOMÉSTICOS NA INFÂNCIA


Autor(s): Dr. Sérgio Pistarino - Ortopedista
Data de publicação: 07 / 03 / 2019


 

TRAUMATISMOS DOMÉSTICOS NA INFANCIA

 

 

QUANDO NÃO DEVEMOS ESPERAR O “DIA SEGUINTE”?

 

A seguir vou comentar alguns fatos que acredito sejam de utilidade na primeira avaliação feita em casa perante uma criança que se queixa de DOR na perna ou no braço após um tombo ou outro tipo de lesão.

Devemos lembrar que nem sempre a criança consegue transmitir direito o que realmente aconteceu: Como é que se machucou?

 

Quais são os sinais de alarme; que sintomas devem ser detectados em casa para saber que a consulta ao pediatra se faz necessária e quanto antes?

 

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IMPOTENCIA FUNCIONAL:

A dor está sempre presente, mais se a criança não firma a perna(traumatismo no membro inferior) ou recolhe e defende o braço(traumatismo no membro superior) alguma coisa errada está acontecendo, principalmente se esta situação se mantém ainda por 30 minutos após o incidente. Deverão ser feitas radiografias para melhor avaliar.

 

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EDEMA (inchaço ou calombo) no lugar afetado:

Nem sempre está visivelmente presente nesta primeira avaliação, pois fica disfarçado já que os membros das crianças são “gorduchos”. É comum ver fraturas em galho verde com pouco ou quase nada de edema.

 

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DEFORMIDADE:

Obviamente que se depois de um tombo ou queda da bicicleta ou do patins o membro está torto, o quadro é mais dramático e a consulta será imediata. 

 

 

O QUE FAZER ATÉ CHEGAR AO ESPECIALISTA?

 

De todas as lesões possíveis sem duvida que a hipótese de uma fratura fosse a pior; então nada melhor que imobilizar provisoriamente o membro até chegar ao lugar de atendimento. Isto minimiza a dor e tranqüiliza a criança.

Uma maneira pratica de imobilizar o membro superior é com um pedaço de papelão ou uma revista tipo VEJA colocada por baixo como se fosse uma calha. No membro inferior dependendo do tamanho da criança a imobilização se torna mais difícil.

 

Não dê água ou outros líquidos, nem alimentos; se houver necessidade de tomar anestesia, é preferível que o estômago esteja vazio.

 

PREVENÇÃO

 

Como sempre, melhor prevenir. Os adultos muitas vezes são responsáveis pelos acidentes ocorridos com crianças: seja por negligência ou por omissão.

 

Não deixe o bebê sozinho, muito menos em cima da cama, ou banheira ou trocador, eles rolam e podem cair ao menor descuido.
Quando o bebê começar a andar, isole com grades os vãos das escadas,as janelas e as sacadas dos apartamentos.
Levante as crianças pelas axilas e nunca puxando pelas mãos.
Converse com a babá, irmãos mais velhos, avôs, etc. orientando sobre os locais e atividades que ofereçam maiores risco de acidentes para a criança.
As crianças em idade escolar, começam a ser mais independentes. Ponha limites nas atividades de tempo livre, estimule a prática de esportes, hobbys,  instrumentos musicais. As estatísticas mostram que o número de acidentes graves com crianças cresce nas férias.

 

Concluindo, é evidente que crianças caem a toda hora, faz parte do próprio descobrimento do seu mundo, das suas brincadeiras, do seu amadurecimento e aprendizado; e como dizem as avós: “Deus as protege” ea maioria das vezes não se machucam. Façamos a nossa parte!!!

 

Dr. Sérgio Pistarino - Ortopedista

Contato: (24) 3343-0123