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Fim

Dez mandamentos para os Pais e Mestres


Autor(s): -
Data de publicação: 05 / 03 / 2019


 

Dez mandamentos para os Pais e Mestres

 

1.      Não digas a uma criança: ‘’Não faça isso’’, sem lhe dares outra coisa para fazer.

Razões: Educar é corrigir.Corrigir é substituir uma forma de reação inconveniente por uma adequada. Dizer apenas ‘’não faça isso’’ é dar uma ordem negativa. A criança tem prazer na ação.Para desviá-la do que não lhe convém, é preciso sugerir-lhe a ação conveniente, a fim de não privá-la do prazer de agir.

2.      Não digas que uma coisa é má apenas porque lhe aborrece.                                                                                                                    

Razões: A qualificação de uma coisa uma boa ou má é importante para a criança na formação de sua capacidade de julgar. Não deve ser feita apenas na tendência afetiva momentânea de quem a faz. Se for má, é importante explicar a criança à razão, de modo compreensível, e esta razão deve estar na coisa em si e não no desagrado que nos causa.

3.       Não fales da criança em sua presença, nem penses que elas não escutam, não observam, nem compreendem.

Razões: A criança que se sente objeto da atenção dos adultos, quer quando a elogiam, quer quando a censuram desenvolve uma excessiva auto-estima que a leva a procurar essa atenção de qualquer maneira e a sofrer, quando não conseguir.

4.      Não interrompas o que uma criança está fazendo sem avisá-la previamente.

Razões: A criança tem prazer na ação. Interrompê-la subitamente é causar-lhe violenta emoção de natureza inibitória. Se necessário interrompê-la, proceda de modo a evitar a emoção da surpresa.

5.      Não manifestes inquietação quando uma criança cai, não quer comer etc. Faze o que for necessário, sem te alarmares nem te agitares.

Razões: A inquietação alarmada em torno de qualquer episódio da vida de uma criança serve apenas para ampliar o tom emocional do acontecimento. Cumpre, ao contrário, considerar as coisas com naturalidade, para que nela se desenvolva a capacidade de dominar as suas próprias emoções.

6.      Não demonstre amor á criança acariciando-a constantemente; faze-o ocupando de seus interesses.

Razões: O carinho físico pode ser agradável para quem o dá, mas pode não corresponder ao interesse real de quem o recebe. O carinho espiritual revelado pala preocupação com os interesses reais da criança é muito mais benéfico.

7.      Não leves uma criança a passeio. Vá passear com ela.

Razões: A criança, por suas deficiências naturais, é uma dependente. Quanto mais cedo se anular em seu espírito tal sentimento de dependência, tanto mais rapidamente ela amadurecerá e compreenderá que se basta a si mesma, ’’levá-la a passeio’’ é colocá-la na dependência da iniciativa alheia.’’Ir com ela passear’’ é associá-la á iniciativa e a ação, o que lhe dará muito mais prazer.

8.      Não falte ás tuas promessas nem prometas o que não podes cumprir.

Razões: As expressões de conteúdo moral são incompreensíveis para as crianças pequenas, porque são abstratas. Os ‘’discursos’’ e ‘’sermões’’ que as contenham valem somente como expressões ininteligíveis de um estado de espírito que ela não compreende, e a alarma.

9.      Não falte ás tuas promessas nem prometas o que não podes cumprir.

Razões: Na cabeça de uma criança, prometer é começar a realizar. Se a promessa não se cumprir, causará uma frustração, como se a criança houvesse sedo privada de alguma coisa, o que dá origem em seu espírito á descrença.

10.  Não mintas a um acriança.

      Razões: A mentira poderá ser necessidade social. Mas, para a criança, é uma desilusão da autoridade materna e paterna como fonte de conhecimento e verdade.



Carta aos Pais

 

1.      Não me dês tudo o que peço. Às vezes, meus pedidos querem apenas ser um teste, para ver o quanto posso pedir.

2.      Não grites comigo. Eu te respeito menos, quando o fazes. E me ensinas a gritar também, e eu não queria fazer isto.

3.      Não me dês ordens á todo momento.  Se, em vez de ordenar, algumas vezes externasses teus desejos sob a forma de pedidos, eu o atenderia mais rapidamente e com mais gosto.

4.      Cumpre as promessas que fazes. Boas ou más. Se me prometes um prêmio, deves concedê-lo, assim como um castigo.

5.      Não me compares a ninguém, especialmente com meus irmãos. Se me colocas acima deles, alguém vai sofrer. Se me colocas abaixo, eu é que sofro.

6.      Não mudes de opinião á todo momento sobre o que devo fazer. Pense antes, mantenha a decisão.

7.      Deixa que eu faça, acertando ou errando. Se fazes tudo por mim, serei um eterno dependente.

8.      Nunca pregues uma mentira, nem me peças que o faça. Isso criará em mim um mal-estar e me fará perder a confiança em tudo o que afirmas.

9.      Quando te enganas em alguma coisa, admite-o francamente. Isso não te diminuirá a meus olhos; pelo contrário. Fará-te crescer e eu aprenderei a assumir as minhas falhas.

10.  Quando te dás conta de um problema meu, não digas que é bobagem que o tempo corrige ou que não tens tempo. Eu preciso ser compreendido e ajudado.

11.  Trata-me com a mesma amizade e a mesma cordialidade com que tratas teus amigos. Pelo fato de pertencermos á mesma família, não significa que não possamos ser amigos também.

12.  Nunca me ordenes fazer uma coisa quando tu mesmo não o fazes. Eu aprendi a fazer sempre e apenas aquilo que tu fazes, e não o que dizes.

13.  Ensina-me a amar e a conhecer a Deus. Não acredites que outras pessoas possam fazer isto em teu lugar. Tudo o que me ensinarem a respeito de Deus nunca entrará em meu coração e em minha cabeça se tu não conheces e não amas a Deus.