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 Hipospádias Hipospádias

Hipospádias


Autor(s): -
Data de publicação: 05 / 03 / 2019

 

 Hipospádias

 

Hipospádias


É uma malformação congénita da uretra e do pénis, relativamente frequente. É observada em 1 de cada 300 rapazes.

A uretra não se desenvolveu normalmente e o meato urinário (orifício por onde sai a urina) está situado fora da glande (a cabeça do pénis). O meato pode estar logo por baixo da glande, mas também pode estar em qualquer ponto do rebordo inferior do pénis ou no escroto e pode ainda estar logo à frente do ânus. Como o pénis também não se desenvolveu normalmente, tem um aspecto recurvado para baixo. O prepúcio está fendido na porção inferior e forma um capuz volumoso por cima da glande. Na erecção, o pénis pode não conseguir ficar direito, tomando o aspecto de um anzol. Os rapazes com esta malformação não conseguem urinar para a frente; o jacto urinário é dirigido para os pés, pelo que a micção deve ser feita na posição de sentado, como as meninas.

Pode ter apresentações várias, indo de pequena gravidade até formas muito graves, com uma configuração pseudo-feminina.
Na forma menos grave o prepúcio não está fendido e a malformação da uretra só é visível quando aquele é arregaçado. A uretra está moderadamente fendida, dando uma grande dimensão ao meato urinário.

 

Nesta forma, na maior parte dos casos não é necessário qualquer tratamento. No entanto, quando o meato urinário é de grandes dimensões, pode ser conveniente fazer uma cirurgia correctiva, em ambulatório.

No hipospádia glandular o prepúcio está fendido e o meato urinário não está no extremo da glande, mas por baixo desta. É quase sempre muito pequeno.

Numa primeira fase e de imediato, é necessário alargar o meato urinário com uma meatoplastia, que é uma intervenção muito simples e curta, em ambulatório. Mais tarde é preciso colocar o meato urinário no extremo da glande, na posição normal, com uma plastia da uretra distal. É uma cirurgia que exige 2 a 3 dias de hospitalização.


No hipospádia peniano parte da uretra está aberta.


É necessário fazer uma reconstrução dessa porção da uretra e reconfigurar o pénis. A hospitalização necessária é de 2 a 3 dias.


No hipospádias peno-escrotal a situação é mais complexa. O meato urinário está no escroto e a uretra peniana não existe. Além disso há uma corda fibrosa na porção inferior do pénis que repuxa a glande para baixo, dando ao pénis o aspecto de uma vírgula..


Habitualmente é necessário proceder primeiro a um endireitamento do pénis. Depois, numa segunda cirurgia, faz-se a reconstrução da uretra e do pénis. A primeira cirurgia requer 24 a 48 horas de hospitalização. A segunda cirurgia necessita 3 a 5 dias de hospitalização. Em alguns casos, o aspecto do prepúcio pode não ficar perfeito no final destas cirurgias. Se isso acontecer, uma plastia final do prepúcio pode ser realizada em regime ambulatório.


A forma mais grave é o hipospádias perineal. A uretra está quase totalmente aberta, o pénis parece um grande clitóris, o escroto está dividido, parecendo dois grandes lábios de uma vulva. Como este aspecto levanta dúvidas quanto ao sexo real, designa-se como ambiguidade sexual (como nos casos tratados na secção das alterações da diferenciação sexual). Logo que o bébé nasce é fundamental proceder a exames especiais para definir o sexo.


Para se obter um bom resultado estético e funcional na correcção do hipospádias perineal são necessárias 2 a 3 cirurgias, necesitando cada uma delas 2 a 5 dias de hospitalização.