Dicas de Saúde e leitura


Fim

Dicas de como (não) medicar seu bebê

DICAS DE COMO (NÃO) MEDICAR SEU BEBÊ!


Autor(s): Dra. Efigênia Vanda de Jesus
Data de publicação: 05 / 03 / 2019


 

1. Calma, muita calma. A ansiedade dos pais é um dos fatores de agravo dos sintomas da criança.      2. Procure identificar as necessidades do bebê – fome, calor, frio, sono, fralda molhada, excesso de estímulos no ambiente?
3. Certifique-se de que ele não está doente – febre, aspecto das fezes e urina, tosse, cansaço ao respirar, chora quando mama, recusa alimentar-se, vomita tudo o que ingere, tem sonolência excessiva, não quer brincar, está muito irritado?
4. Saiba como conseguir orientação médica de emergência – mantenha o telefone do pediatra da criança em fácil acesso.
5. Lembre-se, banho morno descontrai; ambiente tranqüilo, calmo, com música suave, arejado, certamente irá relaxar mãe e filho.
6. Procure manter roupas leves, evitando apertar demais as fraldas, para não provocar aumento da pressão no abdome favorecendo os episódios de refluxo gastroesofágico, que é a volta involuntária do conteúdo do estômago para o esôfago.
7. O leite materno é o melhor alimento para a criança. Ofereça o seio com freqüência, exclusivamente, evitando água, chás ou chupeta, durante os primeiros meses de vida.
8. Observe e corrija a posição e a pega ao seio materno. O bebê deve estar totalmente virado para a mãe, barriga-com-barriga, abocanhando toda a aréola, para que ao sugar extraia todo o leite armazenado nos seios lactíferos, esvaziando-os bem e ingerindo o leite do final da mamada, mais rico em gordura, proporcionando maior saciedade e melhor ganho de peso.
9. Crianças que estejam sob aleitamento artificial devem receber orientação do pediatra quanto ao leite melhor indicado para a sua condição física, sem risco de obesidade infantil e de constipação intestinal, que pioram os casos de refluxo.
10. Após a mamada o bebê deve ser colocado na posição ereta junto ao ombro materno, com leves palmadas nas costas para provocar a eliminação dos gases do estômago.
11. Os medicamentos servem para aliviar e curar, mas também, piorar disfunções e doenças. Tudo depende das condições de sua utilização e reações do organismo. A automedicação, prática de ingerir medicamentos por conta e risco próprio sem o acompanhamento de um profissional da Saúde, pode agravar os efeitos colaterais (indesejáveis) dos medicamentos.
12. Prática comum no cotidiano das pessoas, a automedicação é a terceira causa de internação por alergia ou intoxicação aos medicamentos. Os remédios podem agravar doenças, mascarar sintomas, ter efeitos colaterais danosos, ou no mínimo, servir para nada.
13. Portanto, além dos efeitos colaterais, a automedicação pode mascarar diagnósticos em fases iniciais da doença.
14. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que mais de 10% das internações hospitalares são provocadas por reações adversas a medicamentos, grande parte desta por automedicação.
15. Conte sempre com seu pediatra, somente ele poderá recomendar um medicamento, com baixos riscos de efeitos adversos e isento de corante alergênicos.

  Dra. Efigênia Vanda de Jesus
Pediatra da CLÍNICA INFANTIL MOLEQUE TRAVESSO