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Urticária

Urticária


Autor(s): SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia
Data de publicação: 06 / 03 / 2019

 

Urticária

 

O QUE É?

A urticária é uma doença muito comum, caracterizada pela formação de placas avermelhadas na pele que causam muita coceira e/ou sensação de queimação. As placas podem ser isoladas ou em grupo e podem ocorrer em qualquer local do corpo. Elas desaparecem espontaneamente em algumas áreas do corpo dentro de algumas horas e aparecem em outro local, sem deixar marcas, conferindo seu caráter migratório.

Podem formar áreas de edemas e inchaço. Quando acometem os lábios, as pálpebras, gargantas, órgãos genitais, até mãos e pés, e se localizam mais profundamente e regridem em menos de 24 horas, são chamados de angiodema.

A urticária aparece quando há reação alérgica a uma substância. O corpo libera, então, histamina, citocinas e outras substâncias na corrente sanguínea, que causam coceira, inchaço e outros sintomas. A urticária é uma reação comum, principalmente em pessoas alérgicas.

Veja algumas substâncias que podem desencadear a urticária:

  • Caspa de animais (principalmente de gatos)
  • Picadas de insetos
  • Medicamentos
  • Pólen
  • Frutos do mar, peixe, frutos secos, ovos, leite, nozes e outros alimentos

Mas ela também pode ser resultado de alguns quadros clínicos, veja alguns:

  • Estresse emocional
  • Exposição ao sol ou ao frio extremo
  • Transpiração excessiva
  • Doenças (incluindo lúpus, outras doenças autoimunes e leucemia);
  • Infecções, como a mononucleose


  • SINTOMAS


Os sintomas mais comuns da urticária são: prurido (coceira) intenso; Inchaço na superfície da pele na forma de vergões vermelhos ou da cor da pele com bordas claramente definidas; após coçar pode haver ardência ou queimação na área.

A urticária pode crescer, se espalhar e se unir para formar áreas maiores de pele lisa e saliente. Quando você pressiona seu centro da mancha, fica branco. Os sintomas tendem a desaparecer e a reaparecer durante um período, que pode ser de minutos ou horas.

Entretanto, algumas complicações merecem atenção: quando a reação alérgica envolver todo o corpo causando dificuldade para respirar por edema de glote, causar náuseas, vômitos e hipotensão arterial, o que chamamos de anafilaxia; ou ainda quando o inchaço na garganta prejudicar somente as vias aéreas superiores por angioedema. Nestes casos, é preciso encaminhar o paciente para o Serviço de Urgência e Emergência mais próximo.

 

DIAGNÓSTICO

Há dois tipos de urticária, a aguda e a crônica.

Urticária aguda

Geralmente apresenta quadro mais intenso. Podem aparecer poucas manchas avermelhadas ou placas maiores e inchaços em algumas regiões. Normalmente, são eventos de curta duração e podem desaparecer e ressurgir em outros locais do corpo. Há coceira muito forte.

Há um tipo de urticária aguda que se manifesta de forma muito intensa, o Edema de Quincke. A característica principal é o inchaço que acomete áreas da face, inchando lábios e pálpebras. Esta forma pode ser perigosa se atingir a laringe e dificultar a respiração.

Urticária crônica

Neste caso o quadro é menos intenso, mas de longa duração ( mais de 6 semanas). As lesões tendem a ser menores e podem existir continuamente ou desaparecer por um período para reaparecer posteriormente.

Na verdade, a classificação de aguda ou crônica é determinada pela duração da urticária, maior ou menor do que 6 semanas. O dermografismo e a urticária de pressão são exemplos de urticária física.

Neste caso podemos citar: a urticária por dermografismo que aparece após uma área linear ser friccionada ou arranhada; urticária por pressão, que forma lesões em áreas da pele que sofrem pressão contínua, como por exemplo, área do sutiã ou do elástico da calça; ou ainda a urticária por frio, quando surgem lesões após exposição ao frio.

O diagnóstico da urticária é basicamente clínico. Coceira, “queimação” e as lesões cutâneas, confirmam a condição. Qualquer relação com algum agente que possa ter desencadeado o quadro precisa ser considerado, assim como tendência familiar ou alguma doença recente.A reação alérgica pode ser confirmada por testes de alergia de rotina. No entanto, em muitos casos, a causa específica não é encontrada.

A urticária crônica raramente é causada por alergias, exames de rotina deste tipo são, portanto, de pouco valor. Entretanto, testes podem ser necessários para excluir agentes específicos ou outras doenças sistêmicas que podem se manifestar por meio de reações semelhantes, é o caso de doenças endócrinas, doenças malignas ou lúpus sistêmico.

Urticária pode ser um sintoma de infestação de vermes, como o strongyloides ou a filária. Isso deve ser considerado caso o pacientes tenha viajado para áreas onde estes organismos são endêmicos


TRATAMENTO

O tratamento da urticária visa inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina. A medicação indicada é, portanto, feita por anti-histamínicos. Além disso, produtos de uso local, como loções calmantes com mentol e cânfora, ajudam a aliviar a coceira.

No caso do Edema de Quincke, a medicação deve ser iniciada com urgência e pode ser necessário o uso de corticosteróides de ação rápida para evitar o edema da laringe.

Quanto ao tratamento das urticárias crônicas, além da medicação sintomática, é importante descobrir o que está causando a urticária. Entretanto, muitas vezes, a causa permanece desconhecida.

Vale ressaltar que fenômenos emocionais podem desencadear ou prolongar a doença. O médico dermatologista é o profissional indicado para avaliar o paciente e prescrever o tratamento


PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir a urticária é evitar se expor às substâncias às quais se tem alergia. E se ao usar algum produto novo perceber sintomas de alergia, coceira ou “queimação”, interromper o uso e não voltar a entrar em contato com a substância novamente.

Lembrando que alimentos também podem desencadear urticária, algumas pessoas alérgicas não podem ingeri-los mesmo que seja em quantidades muito pequenas, pois essas reações a podem ser severa em algumas situações.

Outra forma de prevenir a urticária é evitar roupas muito apertadas e banhos muito quentes após um quadro alérgico da doença. Em alguns casos, tais hábitos podem fazer com que os sintomas retornem.